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RESUMO - OS CONDENADOS DA TERRA

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Publicado em 2021-05-13 13:42:08

​ Ministério da educação Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL-MG NOMES: Taís Jassy da Silva RESUMO OS CONDENADOS DA TERRA Alfenas - MG, dezembro de 2019 Resumo sobre o capítulo 1 ”Da violência” do livro ​“Os condenados da Terra”. Fonte: FANON, Frantz, “Os condenados da Terra”, Editora Civilização Brasileira, 1968 - Capítulo 1, Pg. 25 - 74. DA VIOLÊNCIA O capítulo inicia falando do conceito de descolonização de um povo, que seria uma forma de substituição de uma espécie (homem) por outra (homem), a necessidade de transformação bruta e coativa perante os colonizados. Ele aborda este tema evidenciando a necessidade do colonizador de impor a sua verdade acima da verdade/realidade do colonizado. O primeiro encontro entre colonizador e colonizado é a partir da violência, da repressão e exploração onde o colono tira do colonizado a sua verdade e seus bens. A descolonização de um povo passa por muita das vezes despercebida por se tratar de um processo lento, onde é imposto um novo ritmo, uma nova linguagem e identidade a uma raça. O colonizador, desde o ínicio já pensa em violência absoluta contra os povos colonizados, porém não se desorganiza uma sociedade tão rapidamente por mais primitiva que esta seja.Desse modo autor vê o mundo colonizado como supérfluo onde as fronteiras que vão organizar a sociedade, sendo o soldado o interlocutor entre colonizador e colônia. O mundo colonizado é dividido em dois diante das desigualdades culturais e econômicas de dois povos, o que divide o mundo então é pertencer a tal raça, se é branco é rico, se é rico é branco conforme apontam as análises marxistas que fazem uma interlocução entre o homem e seu fator econômico diante das relações sociais. “A zona habitada pelos colonizados não é complementar da zona habitada pelos colonos. Estas duas zonas se opõem, mas não em função de uma unidade superior. Regidas por uma lógica puramente aristotélica, obedecem ao princípio da exclusão recíproca: não há conciliação possível, um dos termos é demais”. (FANON, 1968,p.28) O colonizado, negro, indígena, se vê sob a influência de um povo que o marginaliza, tomando o seu lugar de direito e impondo a sua cultura, tendo o colonizado como um ser invejoso que jamais irá habitar a mesma mesma, então o julgamento desses parâmetros por parte dos colonizadores se parte apenas da perspectiva econômica do bem nascido, onde quem detém o poder são aqueles que detém o maior poder econômico. O colonizado sabe o que está acontecendo, sabe que está sendo marginalizado e que sua humanidade está sendo questionada, porém diante de toda a violência e repressão, o mesmo se cala fazendo o colonizador triunfar. O trabalho do colonizador só é findo, diante de toda a violência praticada contra o colonizado, fazendo este admitir que somente os valores, crenças e culturas do “homem branco europeu” estão certos, descolonizando-se de sua sociedade. Quando essa repressão violenta atinge um alto nível, fazendo com que os povos colonizados se rebelem, os colonizadores junto com as elites burguesas articulam com esses povos a fim de oferecer os benefícios de viver sob os valores ocidentais, fazendo-os acreditar que precisam de coisas que dantes não lhes faziam falta a fim de estabelecer a ideia de progresso. O colonizado ao se voltar para as práticas de violência que sofreu, cria um sentimento de revolta a fim de expulsar os colonos e seus valores e buscar a retomada de seus princípios, descobrindo então que a sua vida, sua respiração e pulsação de seu coração são as mesmas do colono. No caso do intelectual colonizado, este avalia com parâmetros administrativos, técnicos e especialistas a sua situação diante do colonizador, percebendo tudo que está acontecendo e sai de seu aspecto individual a fim de lutar pelos direitos do coletivo. “Nas regiões colonizadas onde se travou uma verdadeira luta de libertação, onde correu o sangue do povo e onde a duração da fase armada favoreceu o refluxo dos intelectuais às bases populares, assiste-se a uma discutível erradicação da superestrutura bebida por esses intelectuais nos meios burgueses colonialistas”. (FANON, 1968,p.34-35) Diante da luta, os povos colonizados tendem a se unir pois o interesse individual já não atende a questão que de preservação da raça ou a extinção da mesma. Há ainda locais que não foram abalados pelo sistema colonialista, esses locais tendem a ter intelectuais ardilosos que no curso da convivência com a burguesia colonialista não se importam com a exploração desenfreada e com o que está acontecendo com a sua cultura e valores e com a situação de miséria de seu povo, são contrário as ideia de rebeldia visto que querem continuar convivendo com o conforto dos valores ocidentais, e ainda se alguém os questiona, eles doutrinam outras pessoas nacionalizando a ocupação e o roubo. Adotar a autenticidade é algo perigoso para o sistema colonialista, pois é negar os valores e conceitos do colonizador e evidenciar os do colonizado, é apropriar de uma verdade coletiva que é diferente de outros povos mas ainda uma verdade. Os que detém o poder sob o mundo, detém o poder de contar a história, sendo assim a história é contada sempre pela metrópole, que não evidencia a história da região saqueada, mas sim seus feitos e conquistas sob esses povos. A dominação sob os povos indígenas e africanos, promovendo um apartheid, onde esses devem se colocar no seu lugar de colonizados e “inferiores” as conquistas da metrópole. O sonho do colonizado é se libertar, porém o mundo colonizado por ser hostil e repleto de violência, detém as melhores qualidades de vida, o que faz os colonizadores pensarem que desperta um sentimento de inveja nos colonizados, o que não é verdade pois os colonizados, na maioria dos casos, pensam em tomar o lugar do colono, mas não em ser os próximos colonizadores. A sociedade colonizadora instalada no País está sempre em busca de dominar e domesticar os colonizados, com desfiles e bandeiras militares a todo momento, indicando uma repressão a qualquer tipo de manifestação contra o sistema que possa acontecer. É aí que se formam os primeiros partidos nacionalistas, que visam canalizar a energia que dantes era em prol da cultura, para a luta pela libertação, promovendo uma violência retórica do povo colonizado a fim de estabelecer políticas filosóficas para o direito de dispor de si mesmo, porém ao serem negados os seus direitos, se vêem diante de um cenário onde somente a violência possa resolver os seus problemas. Com agitação dos partidos políticos nacionalistas instala-se uma atmosfera de drama, onde ambas as partes, colonizadores e colonizados estão prontos para tudo. Diante disso é instalado um sentimento progresso da consciência nacional a fim de abafar a violência entre opressores e oprimidos. Portanto, violência exercida pelos povos colonizados, seriam na mesma intensidade a violência exercida no regime colonial, sendo que o colono incessantemente trabalha para tornar os sonhos do colonizado impossíveis para que este fique em seu lugar de dominado, e o colonizado por sua vez imagina formas de aniquilar o colonizador.

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